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11/10/2018 - Orgânicos

AMAMENTAÇÃO E ALIMENTAÇÃO

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AMAMENTAÇÃO E ALIMENTAÇÃO

Estou totalmente de acordo com a frase utilizada no guia de alimentação para crianças menores de 2 anos, em relação ao aleitamento materno, “amamentar é muito mais que alimentar uma criança”. De fato, o leite materno é o melhor presente em forma de alimento para os pequenos, e o período da amamentação é, sobretudo, a época mais especial que há na vida de mãe e filho, um vínculo permeado de afeto, cuidado e saúde.
Não existe outro momento e muito menos leite semelhante, nem mesmo aqueles muito caros, à venda nas farmácias e supermercados. Produzido naturalmente pelo corpo da mulher, o leite materno é rico em anticorpos e outras substâncias que protegem a criança de infecções comuns nos 2 primeiros anos de vida. São esses 2 anos os mais decisivos para o crescimento e desenvolvimento da criança, com repercussões ao longo de toda a vida do indivíduo.
O desenvolvimento infantil é um processo contínuo e muito intenso nesse período. O corpo da criança modifica-se rapidamente e o cérebro aperfeiçoa habilidades fundamentais, como visão, inteligência e capacidade de interação. Essas transformações estão interligadas - uma influencia a outra. Todo esse desenvolvimento depende não somente das características da criança quando nasce, mas também da interação com o meio em que vive. Tanto as necessidades físicas – como alimentação e higiene – como as emocionais – como sentir-se segura, amada e protegida – precisam e devem ser atendidas. O aleitamento materno supre todas as necessidades da criança. Quando ela se alimenta diretamente no peito recebe vários estímulos que a ajudam a se desenvolver, como a troca de calor, cheiros, sons, olho no olho e toques, contato íntimo entre mãe e criança. Logo, a amamentação é fundamental para o desenvolvimento infantil e o estabelecimento de laços afetivos.
Amamentar é sim muito mais do que apenas alimentar uma criança, é um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe.
E porque venho ressaltar essa importância, do leite materno, o aleitamento materno?! Para que possamos compreender a necessidade que é fornecer ao bebê uma boa qualidade desse alimento insubstituível. Um leite unicamente riquíssimo em especificidades, ou seja, o único no mundo que possui variedade e equilíbrio entre seus próprios macros e micronutrientes em determinados períodos durante a amamentação.
É sensacional saber que podemos, através dele, atenuar alguns sintomas de desconforto no recém-nascido, e que do mesmo modo, podemos dar um melhor suporte para seu desenvolvimento e sua imunidade além de, consequentemente, proporcionar uma melhor qualidade e longevidade, já assim, desde tão pequeno.
Aí que entra a “fonte”, sim aquela que gestou, também foi preparada para fornecer o alimento para o seu desenvolvimento. Chamo de “fonte”, pois é nessa mulher, que o alimento bem escolhido se transforma em substrato para o bebê.
A alimentação da mãe durante a gestação e, principalmente, na amamentação, deve ser primeiramente equilibrada, rica e variada, mas acima de tudo deve ser repleta de alimentos de boa qualidade, o que vem a nos preocupar! Já que quase não possuímos alimentos de verdade, livres de veneno, sem agrotóxicos.
Há ainda poucos estudos brasileiros que buscaram estabelecer uma relação entre a exposição dos pais aos agrotóxicos e os efeitos na gestação e na saúde infantil. O leite humano é um bom indicador de contaminação ambiental por agrotóxicos, pois reflete a exposição ao meio ambiente e a dieta materna .
Durante o período de gestação e amamentação, grandes ações metabólicas ocorrem e os estoques provenientes do tecido adiposo materno são mobilizados para a produção de leite para amamentação, onde verificou-se a presença e as consequências dessas substâncias tão nocivas à saúde.
“Os resíduos de alguns agrotóxicos podem ser detectados muitos anos após a exposição devido a sua alta estabilidade e característica lipossolúvel.” O leite humano é um bom indicador da exposição ambiental e materna em decorrência da sua representativa fração lipídica e consequente presença de diversos xenobióticos, compostos químicos estranhos ao nosso organismo.
De fato é alarmante as consequências que já nos afetam, desde tão cedo, tão precoce! Esteja, mamãe, munida de uma boa segurança alimentar! A alimentação equilibrada de hoje já não é mais suficiente, ela precisa sim ser orgânica, natural, de safra, de verdade, livre dessas substâncias que podem afetar a longevidade do ser que de ti se alimenta e se nutre!
* Texto da Nutricionista Iara Marcondes Blanco, autora da página Sem Restrições
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