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26/09/2018 - Orgânicos

PERIGOS DOS AGROTÓXICOS E ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS

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OS PERIGOS DOS AGROTÓXICOS E DOS ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS 

AGROTÓXICOS

Temos uma biodiversidade de alimentos maravilhosa, porém boa parte delas contaminadas com agrotóxicos, umas detectadas e estudadas e outras não. Segundo a ANVISA apenas 25 alimentos possuem essa fiscalização! E o que vem a ser “agrotóxico”, produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou plantadas, e de outros ecossistemas e de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como as substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento (Decreto n.º 4.074, de 4 de janeiro de 2002). 
Os agrotóxicos podem representar graves consequências para nossa saúde e para o meio ambiente. O mecanismo mais comum de funcionamento dos agroquímicos e agrotóxicos é a inibição da enzima aceticolinesterase, o que leva a um excesso do neurotransmissor acetilcolina, produzindo um colapso sináptico generalizado e a morte do inseto por asfixia, e esse mecanismo de ação implica riscos a humanos e animais.
Em definição, veneno, “consiste em qualquer tipo de substância tóxica, seja ela sólida, líquida ou gasosa, que possa produzir qualquer tipo de enfermidade, lesão, ou alterar as funções do organismo ao entrar em contato com um ser vivo, por reação química com as moléculas do organismo”.
Convém lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já possui uma classificação devido aos os efeitos tóxicos dessas substâncias no organismo. Em classe I (extremamente perigosos) até a classe IV (muito pouco perigosos). Os agrotóxicos podem provocar três tipos de intoxicação: aguda, subaguda e crônica. Na aguda, os sintomas surgem rapidamente. Na intoxicação subaguda, os sintomas aparecem aos poucos: dor de cabeça, dor de estômago e sonolência. Já a intoxicação crônica pode surgir meses ou anos após a exposição e pode levar a paralisias e doenças como o câncer e, indo um pouco além dessas tristes consequências, com dados comprovados, são também capazes de modular todo nosso sistema imunológico, podendo contribuir com um quadro irreversível. E o Brasil líder na aquisição dessas substâncias! 

ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS E AS CRIANÇAS

Estive recentemente em um congresso de nutrição funcional, onde uma das palestrantes apontou alguns dados alarmantes em relação ao consumo de alimentos ultraprocessados por crianças abaixo de 6 meses e o quanto isso impacta na vida dessa criança, tornando-a mais susceptível a doenças, fora a as alergias, tão presentes hoje em dia. Ela relatou algumas pesquisas de campo, realizadas com agrotóxicos e sua toxicidade em nossas crianças, pois o fato de suas necessidades nutricionais serem superiores às de um adulto ou adolescente, as tornam mais vulneráveis em um ambiente tão exposto a esses alimentos ricos em agrotóxicos, isso sem contar a imaturidade de seu organismo em relação à eliminação de tantas substâncias desconhecidas. 
Sabia que todo alimento ultraprocessado tem como base de origem o milho, ou a soja ou até mesmo o trigo? Os campeões nacionais em modificações genéticas, em algum de seus processos, também utiliza agrotóxicos, seja para seus meios de cultivos, ou seus produtos, isso sem falar dos aditivos, corantes e conservantes tão presentes e expostos ao futuro da humanidade, as crianças. Em uma pesquisa realizada em Maceió foi verificado que mais de 75% das crianças de colo já tiveram esse tipo de contato com ultraprocessados, ou seja, apesar dessas classificações da OMS, pouco se sabe em relação ao risco de nossa tolerância em relação a tanto veneno, inclusive em relação às nossas crianças, tão mais vulneráveis.
E o que abrange o termo “ultraprocessados”? De forma geral tudo o que já deixou de ser natural, sempre bem embalados, de aspectos visivelmente atraentes, ricos em aditivos e conservantes. Competir com a indústria alimentícia infelizmente é algo desafiador, mas não tão longe da realidade cabível a nós responsáveis! 
É a bela arte de expor o que nos traz saúde e benefícios de verdade, encontrados em comida de verdade! Nunca foi tão necessária uma conquista com um belo prato, ainda mais quando se tem como um de nossos principais focos as nossas crianças!

Texto da Nutricionista Iara Marcondes Blanco, autora da página Sem Restrições
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